Facebook Twitter Pinterest Google+

A foodieteller

at the world food tourism summit #wfts2015


A semana acaba exactamente como havia começado: no #Estorilfoodfestival15.

 

Ao fim da tarde o sol sorriu-me e sentei-me num dos bancos dos jardins do Casino a beber um cappuccino. O ar está frio, como se o Outono de repente nos tivesse invadido a Primavera. Saí há pouco do Centro de Congressos e por isso, sabe tão bem apanhar ar fresco. E comer. Quem aqui vem, vem pela comida. E foi muita, a comida, durante uma semana. Muito #streetfood e a tentativa (inútil) de compensar o prazer.

 

Talvez tenha sido demasiado #Estorilfoodfestival15. Mas não posso deixar de admitir que adoro o conceito. Não necessariamente o do festival, embora também seja bom, mas o de street food. Gosto especialmente da ideia de liberdade que a street food nos dá, de cidades vibrantes, com coisas que acontecem em cada esquina, a cada momento.

 
   
   

Temo por aqueles que afirmam só gostar de comida tradicional Portuguesa e que esta é a melhor do mundo. Talvez seja. É inútil discutir. Temo por estas pessoas por serem incapazes de abrir os seus sentidos para outros cheiros, sabores, texturas… Também não sou completamente a favor da reinvenção pela reinvenção, nem pelo minimalismo da nouvelle cuisine, ou um prato vazio com duas bagas no centro que nos é vendido a peso de ouro. Trata-se de um conceito. Uma experiência. Não. Gosto de comer e comer bem. Experimentar coisas diferentes, mesmo que o ingrediente seja o mesmo, apresentado ou misturado de outra forma. Prefiro, muitas vezes, o que sempre comi. De forma inovadora, com gosto e sofisticação. Adoro ser seduzida pela comida. Aprendi, hoje, que os outros também....

   
     

Comer faz parte de nós. Comemos porque temos fome, satisfazemos uma necessidade básica para sobreviver. Há muito que a sobrevivência está garantida. Por isso, resta-nos o prazer. E que prazer… Não há melhor do que sentir chocolate a derreter na boca, trincar pão estaladiço, ainda quente, barrado com manteiga, regar peixe grelhado com azeite… Comer é sempre uma explosão de sensações que estimula todos os nossos sentidos e cria uma narrativa única que cada um descreverá de forma diferente.

   
   

É à mesa que nos libertamos de preconceitos, partilhamos ideias, nos damos a conhecer, que aprendemos a descobrir e saborear, para assimilar novas formas de nos relacionarmos com a vida. É isso, a comida.

 

Às vezes, os almoços são mesmo grátis. A organização fez o convite e eu não me fiz rogada. Não me sentei à mesa para comer, mas foi quase o mesmo. Sentei-me para aprender. O que, em boa verdade, também apela muito aos nossos sentidos. A experiência foi, à falta de melhor expressão, muito interessante. Foi a minha primeira vez no World Food Tourism Summit e não encontrei apenas foodies ou nerds da gastronomia e alimentação. Conheci pessoas muito diferentes, com experiências igualmente diversas que permitem fazer da comida mais do que algo para trincar…


0 Comments